1. Conteúdo
  2. Navegação
  3. Mais conteúdo
  4. Cabeçalho
  5. Busca
  6. Selecione dentre 30 idiomas

 
 
 

 

Alemanha

O Presidente Federal

Horst Köhler é o primeiro presidente que nunca exerceu cargo político. Em sua carreira, o economista destacou-se como especialista em finanças. Sua nova missão: convencer os alemães da importância de reformas.

Horst Köhler chegou à presidência da República Federal da Alemanha quebrando uma tradição. Ao contrário de todos os seus antecessores, o democrata-cristão jamais disputara uma eleição, muito menos exercera papel de liderança política. É antes de mais nada um tecnocrata. Um economista que fez carreira assessorando governantes e dirigindo instituições financeiras internacionais.

Nem por isso sua escolha para presidir a Alemanha deixa de ter méritos. Como diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), pregou e cobrou reformas estruturais mundo afora. Ao indicá-lo para o cargo, os partidos conservadores (União Democrata Cristã – CDU – e União Social Cristã – CSU) e o Partido Liberal deixaram claro seu recado: a Alemanha também precisa de reformas.

Missão presidencial

Köhler tem a tarefa de explicar isto à nação. Ele está consciente das dificuldades da missão, avisou logo de início que não tem "a intenção de ser um presidente cômodo" e que meterá "o dedo nas feridas da coletividade".

"Temos potencial na Alemanha para vencer os novos desafios. Precisamos apenas esclarecer melhor às pessoas por que as mudanças são necessárias. E também por que o Estado de bem-estar social tem de ser reformado ainda mais profundamente. Não para desmontar a seguridade social, mas para tornar mais seguros os empregos, que precisam ser defendidos diariamente diante da concorrência [internacional]."

Infância em clima de guerra

O presidente da Alemanha tem suas origens familiares fora do atual território do país. Seus pais viviam na Bessarábia, atual Moldávia, e mudaram-se para a região da Polônia ocupada pelas tropas de Adolf Hitler no início da Segunda Guerra Mundial em 1939.

Horst Köhler nasceu em 22 de fevereiro de 1943 na pequena Skierbieszów. Entretanto, a derrota militar alemã na frente russa e o avanço do Exército soviético fizeram a família fugir para Leipzig e depois, em 1953, para Ludwigsburg, próximo a Stuttgart.

Carreira de assessor

Após cumprir o serviço militar, Köhler estudou Ciências Econômicas em Tübingen e atuou no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada da universidade. Em 1976, iniciou carreira no Ministério da Economia. Cinco anos depois, foi chamado para assessorar o então governador de Schleswig-Holstein, Gerhard Stoltenberg. Nomeado ministro das Finanças do governo Helmut Kohl em 1982, Stoltenberg carregou Köhler consigo para Bonn.

Em 1990, mudou-se para o Ministério das Finanças como secretário-adjunto. Nesta função, Köhler responsabilizou-se pelas áreas monetária e de finanças internacionais. Representou a Alemanha nas negociações do Tratado de Maastricht, que estabeleceu as bases da União Européia e da União Monetária. Participou do processo da reunificação alemã e preparou quatro encontros de cúpula do G-7.

Comandando instituições internacionais

De assessor passou a funções dirigentes em 1993, como presidente da Federação Alemã das Caixas Econômicas. Mais cinco anos e Köhler entrou no cenário internacional como presidente do Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento (Berd), criado para financiar investimentos em infra-estrutura no Leste Europeu. O passo seguinte foi a nomeação para dirigir o FMI em 2000.

Pai de dois filhos com sua esposa Eva, o economista alemão diz ter aprendido muito nos dois cargos. O contato direto com pessoas de diferentes países, culturas e religiões o tornou mais modesto, mais aberto e até mesmo mais curioso, segundo ele próprio.

Por que a presidência?

Muitos se perguntam por que Köhler trocou uma bem-sucedida carreira internacional na área de finanças por um posto político, mesmo que seja o mais alto do país. Sua resposta é tão curta quanto incomum entre os alemães: amor à Alemanha. O democrata-cristão afirma que ele tem muito o que agradecer a seu país e, através do exercício da presidência, deseja retribuir. (mw)

 


 
Imagem do dia
ImageOfTheDay