Europa | 05.05.2008 | 17:00 UTC
Conferência discute relações entre Europa e América Latina
O Partido Social Democrata (SPD) alemão debatou nesta segunda-feira (05/05), junto a representantes latino-americanos, os desafios futuros da social-democracia na América Latina e os possíveis rumos estratégicos que poderiam tomar as relações bilaterais entre a Alemanha e os países do continente, bem como entre a União Européia e os vários blocos e comunidades latinos.
Além do ministro alemão das Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier, e do presidente do SPD, Kurt Beck, estiveram presentes na sede do partido em Berlim o argentino Carlos “Chacho” Álvarez, presidente da Secretaria de Representantes Permanentes do Mercosul (SRPM), a mexicana Beatriz Paredes, presidente do Partido Revolucionário Institucional (PRI), e Mauricio Funes, candidato à presidência de El Salvador pela Frente Farabundo Marti para a Libertação Nacional (FMLN).
Segundo o ministro Steinmeier, é preciso "deixar para trás os belos discursos lembrando nossos valores comuns e finalmente passar a uma cooperação honesta, duradoura e constante. Quem olha para o futuro vê que grandes potências políticas estão em transformação e que outras potências, econômicas e a longo prazo também políticas, estão surgindo. Já saímos das categorias da Guerra Fria, mas uma nova ordem internacional ainda não se estabeleceu."
Steinmeier salientou que "é possível prever que, além de conflitos atuais, como no Afeganistão e no Oriente Médio, a disputa pelos recursos com certeza desempenhará um papel importante. E é nossa obrigação mútua tomar providências para que daí não surja um conflito internacional de maiores proporções".
O mediador do evento, o social-democrata Niels Annen, criticou na edição de segunda-feira do jornal Tagesspiegel o itinerário da primeira viagem da chanceler federal Angela Merkel à América Latina, em meados de maio. "Merkel deveria levar em conta a nova realidade política latino-americana, que surgiu da recusa a mercados capitalistas descontrolados e ao fracasso do projeto neoliberal", disse, lembrando que, além do Brasil, a premiê democrata-cristã planeja visitar apenas Colômbia e México, os dois únicos países do continente ainda governados por partidos conservadores. (rr)
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