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12.05.2008

Pró-europeus vencem eleições, mas não têm maioria parlamentar na Sérvia

Presidente Boris Tadic celebra em Belgrado a vitória da aliança liderada pelo seu partido

Aliança liderada pelo partido do presidente Boris Tadic assegura maior bancada no Parlamento, mas terá dificuldades para formar coalizão que garanta maioria.

A aliança pró-européia liderada pelo Partido Democrático (DS), do presidente Boris Tadic, venceu as eleições legislativas realizadas neste domingo (11/05) na Sérvia, mas pode acabar de fora do governo caso não consiga formar uma coalizão que assegure maioria parlamentar.

Com 98% dos votos contados, a aliança encabeçada pelo DS obteve 38,75% da preferência dos eleitores, segundo a comissão eleitoral, o que equivale a 102 cadeiras. Em segundo lugar ficou o ultranacionalista Partido Radical Sérvio (SRS), com 29,2%, ou 77 cadeiras.

A seguir vem a aliança entre o Partido Democrático da Sérvia (DSS), do primeiro-ministro Vojislav Kostunica, e o seu parceiro Nova Sérvia (NS), que obtiveram 11,3% dos votos (30 cadeiras).

Segue-se o Partido Socialista da Sérvia (SPS), do antigo presidente iugoslavo Slobodan Milosevic. A agremiação somou 7,6% dos votos, percentual que garante 20 cadeiras. O Partido Liberal Democrático (LDP), também pró-europeu, ficou com 5,3%, ou 14 cadeiras. Os partidos das minorias húngara, bósnia e albanesa conseguiram, juntos, 7 cadeiras.

Formação de governo

Primeiro-ministro Vojislav Kostunica vota em BelgradoBildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift:  Primeiro-ministro Vojislav Kostunica vota em BelgradoApesar da vitória dos pró-europeus, não é certo que eles consigam formar uma coalizão que lhes assegure a maioria parlamentar. A possível união da Aliança Por Uma Sérvia Européia, encabeçada pelo DS, com os pró-europeus do LDP e os partidos minoritários garantiria 123 cadeiras, número insuficiente para obter maioria no congresso de 250 parlamentares.

Para chegar ao governo, os pró-europeus teriam que se aliar com Kostunica ou com o partido do ex-presidente Milosevic. Mas Kostunica, que dissolveu o governo em março passado por considerar impossível governar com os seus então parceiros de coligação pró-europeus, descarta a possibilidade de aliança com o DS.

Uma possível aliança do DS com o SPS teria que superar uma dificuldade de outra natureza. Tadic é o sucessor do ex-primeiro-ministro Zoran Djindjic, fundador do DS assassinado em março de 2003. Até hoje se especula se o SPS estaria por trás do assassinato.

O ultranacionalista SRS, liderado por Tomislav Nikolic, iniciou nesta segunda-feira as conversações como o DSS, de Kostunica, para uma possível coalizão. Se eles se unirem ao SPS, obterão maioria parlamentar e deixarão os pró-europeus de fora do governo.

Os 90 observadores internacionais enviados pela Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) e pelo Conselho da Europa consideraram que as eleições foram bem organizadas e afirmaram não terem observado qualquer indício de fraudes.

Agências (as)

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